The Cranberries – No Need To Argue – Por Geisa Barra, Jornalista, Publicitária e Radialista. (@geisabarra)
Para quem é viciada compulsiva por música, ao ponto de ter como lembrança mais remota da própria existência estar cantando e se imaginando num videoclipe, escolher “Aquele UM”, entre tantos álbuns inesquecíveis, é quase uma tortura medieval.
Exageros à parte é uma tarefa difícil mesmo, pois a música me acompanha diariamente nesses meus 30 anos. Só da infância posso citar Plunct, Plact, Zum! (1983) com o carimbador maluco Raul Seixas, e tantos outros do Balão Mágico, Trem da Alegria, Xuxa, Angélica etc. É, a década de 80 foi recheada de músicas infantis, trashes… e eu curti TODAS.
Daí, passamos para os anos 90, minha adolescência. Putz, ‘centos bilhões’. Midback, house, rock, pop, grunge: Sônia, Double You, Undercover, Roxette, Erasure, Pet Shop Boys, Green Day, Alanis Morissette (Jagged Little Pill – 1995), Shakira (Pies Descalzos – 1996), Nirvana, Smashing Pumpkins, e finalmente U2 e The Cranberries que permaneceram na década seguinte na qual descobri o rock britânico e me apaixonei por Coldplay, Stereophonics, David Gray, Damien Rice, Oasis, Travis e afins. Artistas de outros países e estilos também viraram trilha sonora como Bat For Lashes, Dido, Elisa, Feist, Café Tacuba, Manu Chao, El canto del loco, Eros Ramazzotti, John Mayer, Jewel, Kt Tunstall…
Mas calma, não só de rock ou músicas internacionais vive minha paixão por música. Além dos grandes personagens da MPB apresentados pelos meus pais, na última década também me encantei pelos trabalhos dos nossos artistas Céu, Cordel do Fogo Encantado, Vanessa da Mata, Seu Jorge, Ana Cañas, Roberta Sá, Bossacucanova, Lenine, para citar alguns.
Ok. Mas tenho que escolher um. E o eleito – depois de muito penar – foi: No need to argue – The Cranberries (1994).
Primeiro porque a vocalista Dolores O’Riordan tem uma voz marcante, doce e forte ao mesmo tempo, que basta por si só. Depois porque simplesmente todas as músicas marcaram um momento, um lugar, um sentimento, uma (ou mais) pessoa(s), e continuam mexendo comigo até hoje.
Zombie é o ponto alto entre todas. Marca a época da Axterix (minha extinta banda de rock) e a nossa apresentação na quadra da então Escola Técnica em que a galera gritava, pulava e minha cabeça quase sai do lugar de tanto balançar! Dreaming my dreams é a romântica no meio das outras, que mais poderia ser uma canção de ninar. Linda. No need to argue é a de clima fúnebre, com vocais quase a capella que eu fico repetindo, de novo, de novo e mais uma vez… até outra tomar o lugar dela.
Infos:
Disco: No need to argue
Banda/Artista: The Cranberries
Ano de Lançamento: 1994
Gravadora: Island
Lista de Músicas:
Ode to My Family
I Can’t Be With You
Twenty-One
Zombie
Empty
Everything I Said
The Icicle Melts
Disappointment
Ridiculous Thoughts
Dreaming My Dreams
Yeat’s Grave
Daffodil Lament
No Need to Argue