Bate-Papo: Laís Eiras – 80 Maníaca

Uma história de amor. Presente e passado. Música, ficha de telefone, IPod, acontecimentos históricos e uma máquina do tempo. Esses são alguns ingredientes do livro 80 Maníaca, lançado pelo Clube dos Autores, em 2009. Quem tem mais de trinta anos poderá perceber muitas referências que a mineira Laís Eiras, autora do livro, usou para montar a história.

Pelo gtalk, falei com a mocinha, que “me ralhou” quando perguntei a idade (“onde já se viu perguntar idade de mulher, rapaiz?”). Esse bate-papo descontraído foi assim…

Veia Pop: Quando e como o 80 Maníaca começou a ser construído?

Lais: eu comecei a escrever acho que em maio do ano passado, mas a história real que deu origem ao livro foi em setembro de 2008 (Risos)

Veia Pop: Alguma coisa em específico te motivou?

Lais: Sim, além da paixão pelos anos 80, uma vez eu fui em um show do geração 80 em são paulo (neste show se apresentam ritchie, leo jaime, leoni, roger, etc.)

E neste show, uma série de fatos inusitados, porém reais, me levaram até o camarim, onde pude ver todos esses caras que eu ouvia no rádio qdo era criança de perto, e inclusive, na porta deste camarim eu tomei um tombo e caí de joelhos. Qualquer semelhança com a Luísa não é mera coincidência

Veia Pop: Então Luísa carrega mais traços da Lais do que se pode imaginar?

Lais: muitos! heheh

Veia Pop: E nesse caso, quem seria o Rick Mauro?

Lais: Ixi! num posso contar. O Rick Mauro da vida real é um grande baterista.

Veia Pop: Opa, então… Mudando o rumo…

Lais: Mas o Rick Mauro do livro na verdade foi uma mistura de todos esses meus ídolos dos anos 80.

Veia Pop: Certo… Poderias explicar mais alguns personagens, como a Soraya Cruz e o Caio Luca?

Lais: Sim! A Soraya, como você viu no livro, era um ídolo da Luísa por causa das matérias da revista Rockin. Desde criança. A Luísa já sonhava em trabalhar neste mundo glamouroso e milionário (hihi!) da imprensa musical e a Soraya era uma grande inspiração. Foi uma das maiores surpresas e realizações para a Luísa trabalhar com ela e se tornar amiga próxima. A Soraya existe de verdade, é publicitária e minha grande amiga na vida real hehe… O Caio Luca na vida real tem outro nome hehe… Ele é um grande guitarrista, que já foi roadie e entregador de pizza antes de se tornar o talentoso guitarrista que ele é. Me inspirei muito nesse cara para escrever o personagem, mas a inspiração foi só para a “base” do personagem mesmo.

Veia Pop: A Luísa volta no tempo justamente para o período de Diretas Já e eleições. Como foi a pesquisa e como não transformar em um livro de história?

Lais: Sinceramente? Não teve pesquisa (Risos). Fiz tudo baseado na minha memória mesmo, nas coisas que eu vi acontecendo e gostaria de ver de novo. Achei bonita na época aquela euforia de ver o presidente das diretas vencendo, coincidindo com a data do Rock in Rio I, a alegria dos músicos e do publico. Aquela cena do Cazuza no final do show foi liiiinda! Vc viu que tem essa cena no livro ne?

Veia Pop: O livro conta coisas que passaram, e que querias ver de novo, mas na carta que a Luísa entrega pra Grazi, o início chama atenção. O passado é pra ser relembrado ou revivido?

Lais: Relembrado! Reviver, além de ser muito difícil na vida real (a não ser que vc use o Dreamsrealizator. Risos) pode causar muito problema, como os que a Luísa causou e vai tentar resolver na segunda parte.

Veia Pop: Fala um pouco sobre os depoimentos que abrem cada capítulo, com pessoas que estiveram na efervescência daqueles anos?

Lais: A minha intenção foi contextualizar melhor o cenário. Procurei alguns grandes ídolos da música, autor de livro sobre os anos 80, ex-editor da revista Rockin… ops! da Bizz, etc. Pessoas que eram mesmo boas referências sobre a década.

Foi uma parte muito divertida do processo também! Quando é que eu ia imaginar, com 6 anos de idade, que aquele cara bacana, divertido, carismático, que estava com sua banda no programa do Chacrinha, um dia ia dar  o primeiro depoimento do meu livro? (tô falando do Evandro Mesquita e quase escorreu uma lagriminha agora). Gostei muito também de ter falado com o Dé Palmeira. Ele fez parte daquele momento do Rock in Rio, dividia o palco com Cazuza naquele momento que eu citei.

E o depoimento do Guilherme Isnard caiu como uma luva no último capítulo. Ele critica a postura das gravadoras no final da década de 80/início dos 90 e foi perfeito para “anunciar” que essa história teria continuação.

*O livro 90 Maníaca, será lançado dia 3 de setembro, às 20:46, no site do Clube do Autores.

Crédito da Foto: Renata Mendes

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http://blogs.abril.com.br/clubedeautores/2010/08/pre-lancamento-livro-90-maniaca.html



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